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VIRGINIA ELIZABETH S M COSTA
Departamento de Psicologia

 

 


Publicações

O TEMPO VIVIDO NA PERSPECTIVA FENOMENOLÓGICA DE EUGÈNE MINKOWSKI

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Este artigo tem como objetivo abordar as concepções de tempo assimilado ao espaço e de tempo vivido, especificando seus elementos estruturais e os fenômenos a eles relacionados, com base na perspectiva de Eugène Minkowski. Para tal, evidencia algumas conceituações a respeito do tempo em Santo Agostinho e em Henry Bergson, assim com alguns aspectos biográficos de Minkowski, que contribuíram para a compreensão a respeito do fenômeno tempo. Como meta, pretende oferecer subsídios para a reflexão dos profissionais de saúde no encontro clínico.

Compreeendendo o tempo vivido por adolescentes do gênero feminino com experiências de viver na rua e em abrigos

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A diversidade de modos possíveis das adolescentes construírem suas espacialidades e temporalidades, vivendo nas ruas e em abrigos, tem sido focalizada sob diversas óticas nos campos da saúde, educação, sociologia, entre outras áreas. Recorrendo a estudos e pesquisas que investigam essa temática focamos a interrogação que revela a intencionalidade em compreender o modo como as adolescentes que se encontram em abrigos vivenciam o tempo. Nesse sentido, o presente trabalho se propõe a compreender o tempo vivido por essas pessoas, com experiências de viver na rua e em abrigos, na tentativa de possibilitar novos modos de atuação dos profissionais de saúde e áreas afins. Os pressupostos filosóficos da investigação fenomenológica - modalidade do fenômeno situado - fundamentam a investigação. Como a experiência é sempre vivida por um sujeito, situado espaço-temporalmente no horizonte da historicidade do seu real vivido, meninas que estavam experienciando o habitar o abrigo por, no mínimo, quatro meses anteriormente ao início da coleta de dado, participaram da investigação. Por meio de entrevistas semi-estruturadas e atividades de colagem, buscamos por um material que nos permitisse compreender as experiências relacionadas ao tempo vivido pelas participantes. Dos resultados submetidos à análise ideográfica, seguida da elaboração de uma matriz nomotética, emergiram duas grandes categorias abertas: ‘modos de habitar’ e ‘modos de se perceber sendo’. Estas revelaram que, diante da exigência originária do ser-ai e da presença em buscar sua realização nos diversos modos de ser-com, as meninas habitam a rua como uma alternativa ao habitar a casa e, finalmente, o abrigo com a esperança de realizarem seus projetos existenciais. Nesse sentido, sinalizam para o abrigo não como um espaço físico, mas como um espaço vivido, onde educadores e educandos estão sendo-uns-com-os-outros. As grandes categorias desvelam a vivência no presente tanto do passado, por intermédio das recordações, lamentos e pesares, assim como do tempo futuro, por meio de ações vislumbrando satisfazer desejos, na esperança da reconstrução da decadência, possibilitando¸ assim, ações éticas baseadas na redimensão da própria existência e no arrependimento. Esta investigação possibilitou perceber, também, que o tempo vivido no abrigo se constitui em uma oportunidade para a atuação de equipe multi e transdisciplinar envolvendo educadores, psicopedagogos, assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, médicos, entre outros. Possibilitou ainda evidenciar a necessidade de uma reconstrução das políticas públicas de atenção às adolescentes que venham a contemplá-las em suas dimensões existenciais.

JUVENTUDE E ESCOLA - as relações sociais no cotidiano escolar

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A PARTIR DA FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E PRÁTICA DA GESTALTPEDAGOGIA E DA PERSPECTIVA DA FILOSOFIA DE MARTIN BUBER, PRETENDEMOS EVIDENCIAR A INTERSUBJETVIDADE COMO UM ELEMENTO SIGNIFICATIVO PARA A APRENDIZAGEM, INCLUINDO A PERCEPÇÃO QUE O ALUNO TEM DA RELAÇÃO QUE ESTABELECE CONSIGO MESMO, NA RELAÇÃO COM A PROFESSORA E COM O CONTEÚDO MINISTRADO. COM ESTE INTUITO, SELECIONAMOS ALUNOS DE OITAVA SÉRIE DO ÚLTIMO SEMESTRE DO ANO LETIVO, DA DISCIPLINA DE PORTUGUÊS DE UMA ESCOLA PREOCUPADA EM REFLETIR SOBRE O TEMA QUE NOS ORIENTAVA NESTA PESQUISA. OS INSTRUMENTOS QUE SERVIRAM PARA ESTA ANÁLISE EM UMA PERSPECTIVA FENOMENOLÓGICA FORAM REDAÇÕES E ENTREVISTAS REALIZADAS COM OS ALUNOS. É IMPORTANTE QUE AMPLIEMOS NOSSA COMPREENSÃO DESTE FENÔMENO, À LUZ DO MODELO DIDÁTICO DA GESTALTPEDAGOGIA, QUE PROCURA VALORIZAR O ALUNO NA SUA TOTALIDADE EXISTENCIAL DO SENTIR-PENSAR-AGIR, RELACIONANDO-A COM AS TRÊS ESFERAS NAS QUAIS A APRENDIZAGEM OCORRE: A ESFERA DE CONTEÚDOS ESPECÍFICOS (PENSAR), DOS ASPECTOS PSICOLÓGICOS, (SENTIR) E A DOS ASPECTOS POLÍTICO-SOCIAL (AGIR), QUE INTEGRADOS FAVORECEM A CONEXÃO DOS ASPECTOS COGNITIVOS, AFETIVOS E SENSORIAIS DO ENSINO, SEM A SUPERVALORIZAÇÃO DE NENHUM DELES, PROCURANDO, PORTANTO, O EQUILÍBRIO ENTRE O TEMA (ISSO), O INDIVÍDUO (EU) E O GRUPO (NÓS), CONFORME A PROPOSTA DESTA ABORDAGEM. PALAVRAS-CHAVE: GESTALTPEDAGOGIA, FILOSOFIA DE MARTIN BUBER E PESQUISA EM UMA PERSPECTIVA FENOMENOLÓGICA.

Descrição de uma vivência de ensino orientada pela gestaltpedagogia

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O presente artigo relata uma experiência de prática de ensino no curso de Licenciatura em Psicologia, e tem por objetivo geral relacionar o exercício da docência em forma de regência em uma Escola-campo com a teoria e a prática da Gestaltpedagogia, tendência inovadora da Educação e da Psicologia. A proposta do artigo é apresentar a vivência dos princípios gestálticos aplicados à pedagogia, enfatizando a forma como o contato era estabelecido e mantido no aqui-e-agora, assim como a expansão das fronteiras-de-contato. A prática na escola-campo foi realizada em 22 horas-aula com exposições orais dialogadas, apresentação de filmes temáticos, atividades e discussões em grupo. Foi possível experienciar que a aprendizagem dos conteúdos teóricos nessa perspectiva exige contato no aqui-e-agora, responsabilidade, atenção frente às necessidades dos alunos, abstenção de juízos e conceitos pré-estabelecido, e a expansão das fronteiras-de-contato, tanto para professores quanto para os alunos, construindo uma relação intersubjetiva. Palavras-chave: Gestaltpedagogia, Aqui-e-agora, Fronteiras-de-contato, Relação intersubjetiva.


 

 

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