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GIOVANNI HIDEKI CHINAGLIA OKADO
Coordenação de Relações Internacionais

 

 


Publicações

Segurança e defesa nos Brics: É possível uma agenda comum?

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Este artigo propõe-se a verificar a possibilidade de se estabelecer uma agenda comum em segurança e defesa nos BRICS. O argumento central é que a cooperação nessas áreas permite a superação das desconfianças entre os países do agrupamento e possibilita a construção de um novo paradigma de segurança internacional, fortalecendo o arranjo político-diplomático. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, com base na análise documental. Estrutura-se o texto em quatro partes. Na primeira delas, procura-se, em linhas gerais e de modo exploratório, desvelar grandes tendências que caracterizam o século XXI, com ênfase nas dinâmicas da segurança internacional, e como os BRICS se inserem nele. Em seguida, o objetivo é estudar a evolução dos assuntos relativos à segurança e defesa nas cúpulas e reuniões do grupo. A terceira parte se destina à análise de documentos internos de cada um dos cinco países, nos quais são apresentadas suas visões de mundo, intenções, diretrizes e ações no campo da segurança e da defesa. E, finalmente, comparando-se a evolução do tema no âmbito dos BRICS e as concepções particulares de seus países membros, à guisa de uma conclusão, discute-se as potencialidades para o aprofundamento da cooperação do grupo em matéria de segurança e defesa.

As duas faces da América do Sul: corrida armamentista x armamentismo

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Do Estado ao indivíduo: os dilemas contemporâneos da segurança

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O propósito deste artigo é discorrer sobre o deslocamento do objeto referente da segurança do Estado para o indivíduo e os novos dilemas da segurança que isso acarreta. Trata-se de um texto argumentativo, conduzido por meio de pesquisa bibliográfica e revisão da literatura. À luz das três principais correntes teóricas dos Estudos de Segurança no pós-Guerra Fria, procura-se verificar a ampliação e a reformulação do conceito de segurança e como o dilema da segurança clássico, cunhado por Herz, é transcendido e exprime outras situações no século XXI. Em primeiro lugar, apresenta-se, brevemente, o contexto internacional contemporâneo. Em segundo lugar, debate-se a concepção estadocêntrica da segurança e suas limitações para, na sequência, abordar a ampliação e a reformulação do conceito da Segurança, de modo que se identifiquem as origens da insegurança em nível individual. Por fim, delineiam-se dilemas da segurança contemporâneo e se conclui que a segurança deve permanecer como um dos principais eixos articuladores de debates teóricos neste novo milênio.

Transformação de Defesa? Exame do Primeiro Ciclo de Atualização dos Principais Documentos da Defesa Nacional

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O artigo avalia o conceito de transformação da defesa e sua aplicação para o primeiro ciclo de atualização dos documentos que fundamentam a defesa do Brasil. Esse ciclo se iniciou a partir da promulgação da Lei Complementar nº 136/2010 e foi finalizado em 2012, com o envio ao Congresso Nacional da Política Nacional de Defesa, da Estratégia Nacional de Defesa e do Livro Branco de Defesa Nacional. A hipótese é de que a transformação da defesa brasileira é incipiente e só será concluída no longo prazo, o que se relaciona com dois motivos. Primeiramente, em termos conceituais, os documentos que embasam o planejamento da Defesa Nacional não formularam um conceito adequado de transformação. Em termos gerais, a ideia ainda é pouco utilizada ou é usada de forma descompromissada, afastando-se das visões tradicionais desenvolvidas por países militarmente fortes. Além disso, a transformação é, naturalmente, um processo que somente se concretiza após um longo período. Por isso, a reestruturação do aparato de defesa realizada até 2012, e algumas das evoluções que ocorreram desde então, somente representam o início de um processo extenso, que demandará esforço integrado do Estado e da sociedade brasileira pelas próximas décadas.

Megatendências mundiais 2030: contribuições para o exercício da prospectiva no Brasil

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O futuro sempre despertou e continuará despertando inquietação. Como o Brasil está cada vez mais inserido no mundo globalizado, a compreensão de estudos prospectivos globais é passo fundamental para construção de estratégias e políticas públicas sinérgicas e eficazes. Nesse contexto, esta pesquisa tem por objetivo apresentar proposta de método para auxiliar no levantamento de Sementes de Futuro em estudos já realizados e mostrar os resultados da utilização do método proposto, identificando as Sementes de Futuro que deverão moldar o contexto mundial até 2030,nas áreas de população e sociedade, geopolítica, ciência e tecnologia, economia e meio ambiente. Como resultado, foi construído e testado esse método, formado por cinco etapas, e, por meio de sua aplicação, foram identificadas 26 megatendências mundiais até 2030. Esses resultados mostraram a validade do método proposto.

Megatendências mundiais 2030: O que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo?

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Esta obra tem por finalidade apresentar à sociedade brasileira, em particular aos planejadores e aos executores de políticas públicas, um conjunto de megatendências e de sementes de futuro nas áreas de população e sociedade, de geopolítica, de científica e tecnologia (C&T), de economia e de meio ambiente.

A corrida armamentista sul-americana: realidade ou falácia?

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O propósito deste trabalho é analisar se o processo de aquisição de armamentos por países sul-americanos se relaciona com o conceito de corrida armamentista na região. Analisa-se, em perspectiva comparada, dois períodos em que ocorreu um notável incremento nas compras militares na América do Sul: de 1971 a 1980 e de 2001 a 2010. Parte-se do pressuposto de que houve corrida armamentista nos anos 1970, enquanto a situação atual é caracterizada pelo conceito de armamentismo. O argumento é que essa discrepância resulta da construção de uma identidade sul-americana em matéria de defesa, marcada pelo grau de institucionalização vigente em cada época, com a conformação de uma possível comunidade de segurança no período mais recente. A metodologia inclui a avaliação de dados relativos às aquisições de armamentos e sistemas de defesa nos dois períodos e a correlação entre o arcabouço institucional vigente em cada época, a fim de verificar quais as consequências do crescimento dessas aquisições nas relações regionais. Por fim, conclui-se que não há corrida armamentista, a exemplo do que ocorreu na década de 1970, na década de 2000, mas apenas processos de armamentismo que não implicam, isoladamente, no risco de conflito.

A divina comédia internacional e o lugar estratégico do Brasil no século XXI

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Nem inferno nem paraíso, o ambiente estratégico para o século XXI é semelhante ao Purgatório da obra “Divina Comédia”, de Dante Alighieri, um lugar intermediário entre dois extremos. Este artigo se propõe a discorrer sobre as transformações em curso nas relações internacionais e os cenários futuros para analisar a posição que o Brasil ocupa e ocupará no ambiente estratégico deste século. Não se adota um referencial teórico específico, opta-se por um pluralismo teórico que incorpore conceitos de diferentes teorias das Relações Internacionais, com a finalidade de provocar inquietações e ampliar o debate sobre a situação atual e futura. Trata-se de um texto argumentativo, baseado em pesquisa bibliográfica, e que está dividido em três seções: inicialmente, procura-se fazer considerações teóricas que permitam interpretar o momento que se está vivendo; na sequência, apresentam-se os cenários futuros e as visões brasileiras; e, na terceira seção, analisa-se a inserção internacional do Brasil. Por fim, conclui-se que o país detém uma posição-chave no mundo e que isso demanda o desenvolvimento de uma visão estratégica à altura.


 

 

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