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KATIA BARBOSA MACEDO
Departamento de Administração

 

 


Publicações

Teses, Dissertações


Título do Trabalho – A vida no circo: psicodinâmica e sentidos do trabalho

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Autora: Juliana Evangelista Brasileiro
email: juliana.brasileiro@terra.com.br
resumo:

O presente estudo é resultado de uma pesquisa realizada em uma organização que atua no ramo de entretenimento e lazer. Trata-se de um estudo de caso de caráter descritivo exploratório com o objetivo geral de investigar a percepção dos trabalhadores do circo em relação ao seu contexto de trabalho com base em seu discurso. Tem como objetivos específicos: apreender o contexto de trabalho dos trabalhadores do circo e investigar os sentidos que os trabalhadores circenses atribuem ao seu trabalho. O embasamento teórico da pesquisa é a abordagem psicodinâmica do trabalho que abrange as seguintes categorias: organização do trabalho, condições de trabalho, relações intersubjetivas estabelecidas no interior da organização, vivências de prazer e sofrimento e estratégias utilizadas pelos trabalhadores para enfrentar o sofrimento. Para a coleta de dados, utilizaram-se entrevistas semi-estruturadas individuais com dezesseis trabalhadores de um circo. Após transcrição literal, elas foram analisadas conforme a análise de discurso. Os dados indicam que a organização do trabalho, as condições de trabalho e as relações de trabalho abarcam características semelhantes a outras organizações, foram aglutinadas em uma categoria denominada nesta pesquisa de gestão do trabalho. O relacionamento e a liberdade no trabalho são percebidos tanto como vantagens como desvantagens para os trabalhadores do circo. Consideram o relacionamento com colegas e chefes satisfatório, porém a convivência (morar e trabalhar) com as pessoas do trabalho torna-se uma dificuldade. Existe uma liberdade /autonomia em relação à realização de números e aos ensaios, porém, é necessário o cumprimento de regras e de normas, além da necessidade de estar à disposição do circo a maior parte do dia, aos finais de semana e feriados. As condições de trabalho são satisfatórias, apesar de exigir uma constante adaptação durante as viagens (clima, barulho, etc.). Trabalhar em uma empresa de renome no mercado, ter carteira assinada (para alguns) e salários satisfatórios, geram segurança aos trabalhadores do circo pesquisado. O nome da empresa e as exigências do público, por outro lado, provocam pressão e sobrecarga, além da variedade de tarefas que produz tanto satisfação por agregar novas funções e salários como sobrecarga no trabalho. As vivências de prazer, as de sofrimento, as estratégias defensivas e os sentidos do trabalho, formaram a segunda grande categoria denominada de aspectos subjetivos do trabalho. Há uma grande satisfação dos participantes por trabalharem no circo, pois consideram o trabalho gratificante e que proporciona o alcance de objetivos, conquista e sobrevivência, além de provocar prazer e ser um orgulho para a família circense. O reconhecimento do público e da empresa, e a valorização do seu próprio trabalho também são indicadores de prazer ao trabalhador circense. Por outro lado, os participantes relataram cansaço físico e mental no trabalho. Existe também relatos de insatisfação em relação ao salário, direitos e benefícios, além da falta de reconhecimento do circo como cultura e arte por parte da sociedade e do governo, o que resulta em dificuldades de instalarem-se nas cidades, por exemplo. As estratégias defensivas utilizadas indicam a negação e/ou a racionalização representadas por determinados comportamentos, tais como: a busca de bom relacionamento com colegas e chefes, levando em consideração a convivência diária com eles; o conformismo relativo ao ambiente de trabalho e outros, também se caracterizam como estratégias defensivas. Abordando todas as categorias anteriores, os sentidos que os trabalhadores atribuem ao seu trabalho possuem fatores em comum com outras organizações, tais como: segurança e estabilidade, variedade de tarefas, prazer e orgulho no trabalho e reconhecimento do trabalho. Porém, existem sentidos específicos do circo, em virtude do estilo de vida circense. As relações familiares estabelecidas no circo encontram lugar central na vida dos circenses o que norteia as formas de trabalho, de vida, de aprendizagem, de valores e tradições adquiridos por herança familiar.
Palavras-chave: circo, trabalho, psicodinâmica do trabalho, sentidos do trabalho.



Título do Trabalho – As vivências dos trabalhadores de um Shopping Center em relação ao seu trabalho: uma abordagem psicodinâmica

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Autora: Talita Tomazini
email: talitatomazini@ig.com.br
Resumo

O presente estudo é o resultado de uma pesquisa realizada em uma organização que atua no ramo de lazer e entretenimento: um Shopping Center. Trata-se de um estudo de caso de caráter descritivo e exploratório que teve como objetivo geral investigar como os trabalhadores de um Shopping Center vivenciam o seu trabalho. Os objetivos específicos da pesquisa consistem em: analisar as vivências dos trabalhadores de um Shopping Center com relação à organização do trabalho, as condições de trabalho, as relações de trabalho, as vivências de prazer-sofrimento no trabalho e as estratégias de enfrentamento, individuais e coletivas utilizadas por eles para lidar com o sofrimento no trabalho. O embasamento teórico da pesquisa foi a abordagem psicodinâmica do trabalho. Para a coleta de dados utilizou-se entrevistas semi-estruturadas individuais com vinte trabalhadores, que foram divididos em dois grupos, (seis que atuavam em cargos administrativos e quatorze que atuavam em cargos operacionais), contratados como funcionários do Shopping. Após a transcrição, as entrevistas foram analisadas conforme a análise gráfica do discurso. Os dados indicam que a organização do trabalho, as condições de trabalho e as relações de trabalho possuem características semelhantes a outras organizações; tais dados foram aglutinados em uma categoria denominada nesta pesquisa de gestão da organização. A organização do trabalho evidencia principalmente a necessidade de se cumprir as normas e os regulamentos da empresa, rigidez hierárquica e controle, dificuldades em cumprir o trabalho prescrito. No que se refere às condições de trabalho, há uma diferença no nível de satisfação entre os dois grupos. Enquanto a maioria dos trabalhadores da administração mostrou-se satisfeita com relação à iluminação, aos ruídos, à temperatura e ventilação, higiene, máquinas e equipamentos; alguns trabalhadores do nível operacional apresentaram insatisfações no que se refere à higiene, aos ruídos, temperatura e ventilação e às máquinas e equipamentos utilizados por alguns deles. As relações de trabalho estabelecidas são vivenciadas como boas e satisfatórias pelos componentes dos dois grupos. As vivências de prazer-sofrimento e as estratégias de enfrentamento compõem outra grande categoria denominada de mobilização subjetiva relacionada ao trabalho. Há uma grande satisfação, orgulho, dos participantes por trabalhar em uma empresa de renome como o Shopping. Os trabalhadores consideram que o seu trabalho proporciona a conquista de alguns de seus objetivos, como o sustento de sua família, o aprendizado diário. São gratos ao Shopping pelos benefícios e cursos oferecidos. Também são indicadores de prazer, o reconhecimento por parte da empresa, dos chefes e dos colegas, dos familiares, do público em geral, a valorização do seu próprio trabalho. Por outro lado, os participantes relataram cansaço físico e mental no trabalho. A rotina é desgastante para muitos. Existem relatos de insatisfação com relação ao trabalho aos finais de semana e feriados. As estratégias de enfrentamento utilizadas indicam a negação e/ou a racionalização em forma de: conformismo, submissão e/ou aceitação, especialmente com relação à organização do trabalho e as condições de trabalho.
Palavras-chave: psicodinâmica; trabalho; Shopping Center; vivências de prazer-sofrimento.



Título do Trabalho – O trabalho dos professores de ginástica de uma academia: entre o divertir e o sofrer

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Autor: Robson Luis de Araújo
email: roblu2003@yahoo.com.br
Resumo

A dissertação apresenta resultados de uma pesquisa realizada em uma organização que atua no ramo de lazer esportivo, localizada em Goiânia-Go. A pesquisa teve como objetivo geral verificar quais os sentidos do trabalho para os professores de academias de ginástica a partir da psicodinâmica do trabalho, tendo como objetivos específicos: 1- analisar como seria vivenciada a organização do trabalho; 2 - analisar como seriam vivenciadas as condições de trabalho na academia de ginástica; 3 - analisar como são vivenciadas as relações de trabalho na academia de ginástica; 4 - descrever as vivências de prazer-sofrimento no trabalho, e 5 - investigar quais as estratégias de enfrentamento do sofrimento no trabalho utilizadas pelos professores da academia de ginástica. Considera-se que a referida organização pertence ao segmento de entretenimento e lazer, direcionada para um público alvo da classe A e que goza do conceito de uma das melhores do Estado. Partiu-se do pressuposto de que a organização do trabalho e as condições de trabalho propiciariam vivências predominantemente de prazer aos trabalhadores, uma vez que a função destas era exatamente proporcionar saúde e diversão aos seus clientes no período de lazer (tempo do não-trabalho). A pesquisa fundamentou-se na abordagem psicodinâmica do trabalho de Dejours. O estudo de caso apresentado teve caráter descritivo e exploratório. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com quinze trabalhadores escolhidos intencionalmente, dentre eles os responsáveis pelo atendimento direto aos clientes. Foram analisados documentos com informações relativas a: normas e código de ética; valores e missão da organização. Os dados foram analisados pela técnica de análise gráfica do discurso. Os resultados indicaram que o tempo é uma categoria de análise importante para esse grupo, pois disponibilizam um produto (o lazer) ao qual não tem acesso pela falta de tempo e apresentou uma organização de trabalho com normas rígidas de conduta para os trabalhadores. Observou-se a presença de fatores que geram vivências de prazer, como liberdade e reconhecimento no trabalho, prazer nas relações sócio-profissionais, ambiente de trabalho e chefia, e boa remuneração salarial em relação a média do mercado local. Em relação aos fatores ligados ao sofrimento, houve queixas ligadas à sobrecarga de trabalho e ao desgaste físico, sendo enfatizados: a rotina fisicamente desgastante, o trabalho cansativo, a pressão interna para cumprimento das metas e condições de trabalho precárias com ruídos altos, gerando desgaste e sobrecarga nos trabalhadores. Diante de tal sofrimento, foram utilizadas estratégias de enfrentamento, como a negação da realidade do trabalho, racionalização e aceleração das cadências. Percebe-se que na empresa pesquisada, o resultado da consolidação ideológica do sistema de regras funciona como sistema de regulação da autoridade, que constitui de um lado uma imagem da empresa como bom objeto e de outro culpabilização do indivíduo. Nesta lógica, a organização é boa e protetora, e o homem que é mau e perigoso.
Palavras-chave: Psicodinâmica do Trabalho. Professores de ginástica. Trabalho. Lazer. Tempo.



Título do Trabalho: As vivências dos trabalhadores de uma organização de entretenimento: uma aboradagem psicossociológica e psicodinâmica

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Autora: Fabiana Ramos Dias
email: fabianarhgo@giraffas.com
Resumo:

A dissertação apresenta resultados de uma pesquisa realizada em uma organização que atua no ramo de entretenimento e lazer, localizada em Goiânia-Go. O estudo de caso apresentado teve caráter descritivo e exploratório. A pesquisa teve como objetivo geral verificar como os trabalhadores de uma organização de entretenimento percebiam a organização e vivenciaram sua interação com ela, tendo como objetivos específicos verificar a percepção em relação à organização do trabalho; às condições de trabalho; às relações de trabalho; às vivências de prazer e sofrimento dos trabalhadores e verificar quais as estratégias de enfrentamento foram utilizadas pelos trabalhadores para lidar com o sofrimento. Considerando que a referida organização pertencia ao segmento de entretenimento e lazer, partiu-se do pressuposto que a organização do trabalho e as condições de trabalho propiciariam vivências de prazer nos trabalhadores, uma vez que sua função era exatamente proporcionar diversão aos clientes. A pesquisa fundamentou-se na abordagem psicodinâmica do trabalho de Dejours e psicossociológica de Enriquez. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com dezessete trabalhadores escolhidos intencionalmente, dentre os responsáveis pelo atendimento direto aos clientes. Foram analisados documentos com informações relativas a normas e código de ética, valores e missão da organização. Os dados foram analisados pela técnica de análise gráfica do discurso. Os resultados indicaram uma organização de trabalho com normas rígidas de conduta para os trabalhadores. Observou-se a presença de fatores que geram vivências de prazer, como liberdade e reconhecimento no trabalho, prazer nas relações sócio-profissionais, ambiente de trabalho e chefia, boa remuneração salarial; em relação aos fatores ligados ao sofrimento, houve queixas ligadas à sobrecarga de trabalho e às condições de trabalho, sendo enfatizados: horário noturno cansativo, pressão interna para cumprimento das metas de vendas, ausência de transporte e de plano de saúde, insegurança ao retornar para casa e condições de trabalho precárias com ruídos altos, ambiente sem ventilação, temperatura quente, esfumaçado de cigarro e iluminação fraca, gerando desgaste e adoecimento dos trabalhadores. Diante de tal sofrimento, foram utilizadas estratégias de enfrentamento, como a negação da realidade do trabalho, racionalização e aceleração das cadências. A análise documental indicou uma contradição estrutural entre um discurso oficial no código de ética que adota como fatores importantes para o sucesso a adoção de valores morais e sociais como centrais e práticas de políticas de pessoal ideologicamente comprometidas com a lógica do capital e geração de lucro, que abordam os trabalhadores de forma instrumental, pressionando-os com sobrecarga, exploração e alienação dos funcionários.
Palavras-chave: Psicodinâmica do Trabalho, Psicossociologia, vivências de prazer- sofrimento, estratégias de enfrentamento.



Título do Trabalho – O Trabalho dos Bailarinos Profissionais de uma Companhia de Dança Contemporânea: uma perspectiva psicodinâmica

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Autora: Elise Alves dos Santos
email: elise_alves@yahoo.com.br
Defesa em 2003
Resumo

Trata-se de um estudo de caso de caráter descritivo-exploratório com o objetivo geral de investigar o contexto de trabalho de profissionais de uma companhia de dança contemporânea do estado de Goiás com base no discurso dos bailarinos. Os objetivos específicos da pesquisa tratam de: a) conhecer como se configura o contexto de trabalho de bailarinos profissionais da companhia dança contemporânea e colaborar com os estudos das áreas de conhecimento correlatas; b) elaborar formas de intervir no contexto de trabalho dos bailarinos para reduzir suas vivências de sofrimento e conhecer suas possíveis vivências de prazer. A pesquisa abordou as seguintes categorias da psicodinâmica do trabalho: organização do trabalho, condições de trabalho e relações de trabalho, as quais compuseram uma só categoria de análise, denominada de gestão da organização. As demais categorias referem-se às vivências de prazer e sofrimento e estratégias de defesa contra o sofrimento. Utilizaram-se entrevistas semi-estruturadas individuais com todos os dez bailarinos da companhia e uma entrevista coletiva com oito participantes. Após transcrição literal, as entrevistas foram analisadas conforme a análise do discurso proposta por Lane (1985). A pesquisa realizada sobre o contexto de trabalho de bailarinos profissionais é pioneira no estado de Goiás. Constatou-se que a gestão da organização abarca características de organização do trabalho, vivências de sofrimento e estratégias de defesa contra o sofrimento característicos de trabalhadores de empresas com gestão da organização semelhante. Em relação à gestão da organização, os poucos níveis hierárquicos e as relações interpessoais, consideradas familiares são informais e permitem uma melhor divisão de trabalho, maior cooperação entre os bailarinos, comprometimento com o aprendizado e o desempenho das técnicas em dança. Os bailarinos relataram não se sentirem insatisfeitos com o trabalho repetitivo pois consideram necessária a repetição dos movimentos nas aulas e ensaios para aprendizado e desenvolvimento da técnica, a fim de estarem aptos a melhor expressarem-se e a comunicarem uma intenção. No entanto, assinalam que a ênfase restrita à técnica não deveria acontecer, pois o trabalho artístico torna-se limitado, gerando vivências de sofrimento que se agravam com a pouca autonomia de que dispõem na concepção das coreografias. A complexidade dos movimentos apresenta um risco constante de acidentes no trabalho, e o índice de machucados é considerado alto. As limitações referem-se à motivação para o trabalho na tentativa de superação dos próprios limites. A distância da família, a rotina intensa de apresentações, o ritmo de trabalho cada vez mais acelerado geram cansaço físico, desgaste emocional e incapacidade de desvencilhamento, das preocupações do trabalho no tempo livre, e nesses casos, a ansiedade predomina em vez da vivência de um estado de sofrimento. Os sujeitos relataram que percebem a exigência de dedicação exclusiva para o trabalho como bailarino, mas reclamam sentirem-se sobrecarregados, pois lhes falta tempo para outras atividades e para dedicarem-se a seus planos pessoais de vida. Eles ainda enfrentam o preconceito em relação ao trabalho de bailarino, pouco reconhecido como profissão, e os homens especialmente encaram o preconceito pois o trabalho é considerado feminino. As estratégias defensivas utilizadas são variadas, tais como a negação e/ou racionalização das dores ou condições físicas desfavoráveis que apontam a necessidade, mesmo que temporária, de afastamento do ambiente de trabalho; cumplicidade entre os bailarinos para obterem a reabilitação; poupar músculos lesionados; dosagem da energia nos ensaios; investimento em tratamentos, tais como fisioterapia e shiatsu; busca do desenvolvimento da consciência corporal; desenvolvimento da paciência, isto é, esperar o tempo de maturação do trabalho chegar com o desenvolvimento das atividades; verbalização das críticas de forma amena para atenuar as fontes de pressão; uso de gracejos em relação ao sofrido futuro quando deverão parar de dançar em razão das limitações do corpo. Ainda assim, o exercício de uma profissão que envolve a arte está relacionado com a história de vida dos bailarinos e é considerado um privilégio, motivo de orgulho, caracterizando uma intensa vivência de prazer. Os bailarinos alegam trabalharem com um conteúdo diferenciado, significativo, pela possibilidade de visualização de beleza, de despertar consciências, de promover uma educação para a vida, de sentirem-se mais inteligentes e capazes, desenvolvendo autoconhecimento. Estarem em cena, nessas condições, e terem o reconhecimento do público é tido como um trabalho gratificante. Os resultados indicam que a diferenciação do trabalho do bailarino pode trazer maiores vivências de prazer, as quais compensam as vivências de sofrimento e de ansiedade.
Palavras-chave: bailarinos, psicodinâmica do trabalho, conteúdo do trabalho.



Título do Trabalho – O trabalho em uma BANDA DE BLUES: uma abordagem psicodinâmica

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Autora: Daniela de Assis
email: daniela.assis@cultura.com.br
Resumo:

O presente trabalho apresenta dados de uma pesquisa que abordou as vivências de prazer e de sofrimento de cinco componentes de uma banda de blues com renome no mercado fonográfico da região Centro-Oeste do Brasil. A abordagem psicodinâmica do trabalho em uma banda de blues foi o tema da presente pesquisa, o qual objetivou investigar a organização e condições de trabalho, as vivências de prazer e sofrimento, as estratégias de enfrentamento, a identidade profissional e os sentidos do trabalho. Trata-se de um estudo de caso de caráter descritivo e exploratório, cujos instrumentos de pesquisa foram entrevistas semi-estruturadas e observação de ensaios e shows da banda. O delineamento deste estudo privilegiou os preceitos dejourianos como perspectiva da psicodinâmica do trabalho. Os dados coletados foram analisados por meio da análise gráfica do discurso de Lane (1985). As análises dos dados indicam condições precárias de trabalho às quais os músicos estão submetidos. Como resultados, emergiram categorias relacionadas à sua percepção relativas às condições, relações de trabalho e organização do trabalho, vivências de prazer e sofrimento no trabalho e as estratégias de enfrentamento. Como indicadores de prazer e sofrimento, foram abordados o sentido do trabalho de criação vinculado à arte e o trabalho como construtor de identidade. Em relação à organização e às condições de trabalho, observa-se que a divisão e execução de tarefas são realizadas informalmente e em condições que afetam a saúde dos músicos. No que se refere às relações de trabalho na banda, os dados indicam que a convivência entre eles parece ser harmoniosa. Dentre os fatores que geram vivências de prazer, destaca-se o desenvolvimento pessoal e melhor retorno financeiro; e dos que geram vivências de sofrimento, o preconceito social que enfrentam por serem artistas e trabalharem à noite, além a dupla jornada de trabalho e o fato de morar em Goiás, região com preferência musical predominantemente sertaneja para a maioria da população. Os participantes relataram que utilizam estratégias de enfrentamento como atitudes agressivas, gritos, e outras, como a prática da leitura. No tocante à identidade profissional, como criação, eles atribuem a liberdade criativa como sentido do trabalho. Os resultados obtidos nesta investigação sugerem que as condições de trabalho dos músicos são precárias e informais, e a dupla jornada de trabalho expõe o trabalhador a vários tipos de risco à saúde. São ainda vítimas de preconceitos, humilhação, estigmas negativos e excluídos de alguns ambientes sociais. Contrapondo-se a essas características de prazer e de sofrimento, o trabalho a banda pode-se configurar em uma possibilidade para a busca de identidade, autonomia, reconhecimento e de renda financeira adicional, além da mera sobrevivência.
Palavras-chave: psicodinâmica do trabalho, música, blues e trabalho.



Título do Trabalho – A Gestão ambiental entre o discurso legitimador e as práticas instrumentais

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Autor: Alberto de Oliveira
email: albertopsi@uol.com.br
resumo:

O presente estudo objetivou levantar dados sobre o modo como os gestores ambientais percebem a gestão ambiental. Buscou-se embasamento teórico em gestão ambiental, perpassando pelo seu histórico; desenvolvimento do movimento ambientalista no mundo e no Brasil, fatores e evoluções no contexto globalizado e utilização de modelos de gestão ambiental com base no sistema de gestão ambiental (SGA). Trata-se de um estudo de caso de caráter descritivo e exploratório que procurou apreender as percepções dos gestores ambientais formados em três turmas do curso de pós-graduação lato sensu denominado “Gestão Ambiental - Processos Gerenciais” e a interface de suas práticas em seus respectivos campos de trabalho. Foram realizados dois estudos. O primeiro visou apresentar o curso que formou os gestores, e o segundo, a percepção dos gestores acerca da gestão ambiental e suas interfaces com as organizações, como egressos do curso. Para coleta de dados, foram utilizados a análise documental e a entrevista semi-estruturada. Para o estudo 1 escolheu-se intencionalmente uma das coordenadoras do curso e seis professores, em razão de suas influências na formação dos referidos gestores, desde a seleção dos candidatos até a conclusão do trabalho final de curso e observaram-se as categorias “percepções da coordenadora/professores acerca da gestão ambiental. No estudo 2, também de forma intencional, foram escolhidos nove gestores considerando suas formações acadêmicas, e o fato de trabalharem e residirem no local de realização do curso e foram observadas as categorias “percepções acerca da gestão ambiental; suporte das organizações aos gestores e aplicabilidade do conteúdo aprendido em suas formações”. Após a catalogação e análise dos resultados, verificou-se que a educação ambiental, conduzida por uma entidade representativa dos empresários industriais em Goiás, está imersa em inúmeras contradições, pois a preservação ambiental é incompatível com interesses de lucratividade do modo de produção capitalista/econômico. Além do mais, o modelo mecanicista utilizado na educação formal não interpreta a complexidade ambiental que entrelaça natureza, cultura, sociedade, e a dimensão política não é contemplada pela maioria dos educadores. Os resultados desses estudos indicam que a priorização dos lucros pelas organizações leva a uma insensibilidade em relação ao meio ambiente e os egressos do curso não têm poder para intervir nas empresas que apenas cumprem os dispositivos legais e investem mais na sua imagem perante os consumidores, sobretudo se forem exportadoras. O curso realizado pelos gestores foi preponderante para que se estruturassem tecnicamente no mercado de trabalho, mas ficou distante em sua formação a visão crítica de seu papel na organização. Se fortalecida por um modelo educacional crítico e transformador, a sociedade civil, consciente de seu papel participante, pode tornar uma alternativa viável para pressionar o poder hegemônico constituído pelos empresários, políticos do executivo, do legislativo e do judiciário, incitando ministério público a efetivamente cumprir seu papel social.
Palavras-Chave - gestão ambiental, educação ambiental, sociedade, organizações e cultura.



Título do Trabalho – Relações entre Valores Organizacionais e Individuais e o processo de Socialização Organizacional

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Autora: Maria Aparecida Dias Vieira
email: masdv@bol.com.br
Defesa em 2002
Resumo

A cultura constitui o contexto para a ação humana. Para Hofstede(1983), os valores são seu núcleo. Valores são princípios norteadores das aspirações, ações e avaliações, instituindo normas, sejam individualmente ou socialmente, para obtenção do que se necessita ou se deseja. As organizações também possuem sua cultura e valores, direcionando ações para o atingimento de metas. A pesquisa objetivou conhecer as relações entre os valores individuais e os organizacionais, no processo de socialização organizacional. Verificou-se o que ocorria quando os valores eram coincidentes ou divergentes. Realizou-se um estudo de caso, em uma organização pública que presta serviços de segurança, com sujeitos em processo de treinamento, integrantes de um curso de gerência que tem duração de três anos. Foram formados dois grupos: um de treinandos que estavam no primeiro ano e outro dos que estavam no terceiro ano. Como instrumentos, foram utilizados o Inventário de Valores de Schwartz e o Inventário de Valores Organizacionais de Tamayo. Utilizou-se ainda uma entrevista semi-estruturada. Para análise dos dados referentes a valores, utilizo-se tratamento estatístico viabilizado pelo programa SPSS, Na análise das entrevistas, foi utilizada a técnica de análise gráfica do discurso de Lane. Os resultados demonstraram a importância dos valores individuais na opção pelo ingresso e, principalmente, para permanência na organização. Os grupos tiveam diferenças significativas nos valores individuais apenas nos tipos motivacionais de estimulação, e de tradição. Quanto aos valores organizacionais, apenas o eixo hierarquia apresenta diferença significativa entre os rupos, denotando um dos efeitos do treinamento e do convívio na organização, onde são utilizadas várias técnicas de socialização, fatores relatados como essenciais na assimilação dos Valores Organizacionais pelos alunos do curso.
Palavras-chave- Valores individuais, valores organizacionais, socialização, organizações.



Título do Trabalho – Cultura e valores organizacionais de uma organização financeira Estatal e as (não) decisões de seus gerentes - Dissertação


Autora: Elizabeth Zulmira Rossi
email: erossi@ig.com.br
Resumo:

Nas interações sociais, no curso do desenvolvimento das atividades, as pessoas constroem e compartilham modos próprios para dar conta da realidade, fornecendo-lhes sentido, parâmetro para ação e senso de direção. A cultura e os valores são resultantes de uma construção social da realidade de um grupo.O trabalho é composto por dois estudos que integram as abordagens quantitativa e qualitativa em pesquisa. O estudo, de caráter exploratório, tem como objetivo conhecer a relação entre valores individuais e organizacionais com o processo decisório, em uma empresa financeira estatal. Trata-se de um estudo de caso e a população foi composta por vinte e seis gerentes de agências.No primeiro estudo, fundamentado na Tipologia de Domínios Motivacionais de Valores desenvolvida por Schwartz e Bilsky (1987), Schwartz (1992, 1994) foram levantados e analisados os Dez Tipos motivacionais de valores individuais do grupo de gerentes da empresa, mediante aplicação da Escala de Valores Individuais (Schwartz, 1993). Com base no Inventário de Valores Organizacionais de Tamayo e Mendes (1999), os valores organizacionais foram levantados e analisados, dentro do modelo tridimensional, de acordo com a percepção dos mesmos gerentes. O procedimento estatístico adotado, o Coeficiente de Correlação ("r" de Pearson), entre os dez tipos motivacionais de valores individuais e as três dimensões bipolares dos valores organizacionais, indicou a correlação significativa entre valores individuais e organizacionais.No segundo estudo, foram realizadas entrevistas individuais com o grupo de gerentes para levantamento dos aspectos culturais da empresa. As entrevistas foram analisadas de acordo com a Análise Gráfica do Discurso de Lane (1985) e o discurso interpretado de acordo com a dinâmica das organizações proposta por Hofstede (1994).Os dois estudos evidenciaram que as ações e decisões gerenciais são pautadas e orientadas pelos valores organizacionais. Os gerentes, no desenvolvimento de suas atividades, atribuem importância aos valores individuais apenas quando percebem que são valorizados pela organização.
Palavras-chave: cultura, cultura organizacional, valores individuais, valores organizacionais e decisão.



Título do Trabalho – A psicodinâmica do trabalho em uma organização comercial com contexto de qualidade de vida no trabalho


Autora: Cassia Maria Moura Caixeta
Email:cassiacaixeta@ig.com.br
Resumo

A qualidade de vida no trabalho -QVT é o tema de investigação da presente pesquisa, a qual objetivou levantar os principais aspectos da psicodinâmica de trabalhadores em um contexto organizacional que tenha ações para a promoção da QVT, descobrir novos elementos que a integram , assim como sua relação com a psicodinâmica do trabalho, no intuito de contribuir para o desenvolvimento dos estudos sobre a QVT, observar a existência de pontos de divergência e convergência quanto à percepção da QVT de trabalhadores do nível operacional e de chefia e verificar a participação do contexto de QVT no funcionamento da psicodinâmica dos trabalhadores. Este é um estudo de caso de caráter exploratório cujos instrumentos de pesquisa foram a entrevista semi-estruturada e a análise documental, tendo empregado a análise do discurso de Lane como técnica para investigar os resultados. As entrevistas foram realizadas individualmente com 11 trabalhadores de uma organização privada de pequeno porte que atua no ramo comercial. Dos modelos teóricos para a investigação da QVT, ressalta-se o de Walton como base para a presente pesquisa. Este modelo explora, de maneira abrangente, diversos aspectos que dizem respeito ao tema desta pesquisa, como condições de trabalho, remuneração, relacionamento interpessoal, desenvolvimento profissional, cargo e outros. Por meio da análise psicodinâmica do discurso dos participantes deste estudo, percebe-se intensa utilização de mecanismos de defesa na busca do prazer no trabalho, resultado de pressões psíquicas da relação e dominação estabelecida entre a organização e os trabalhadores. Os resultados obtidos nesta investigação sugerem que, na percepção dos trabalhadores, a QVT envolve principalmente questões como relacionamento interpessoal, ascensão de cargo, tempo, reconhecimento do trabalho e responsabilidade social da organização, sendo o dinheiro um aspecto que envolve diretamente a qualidade de vida e esta está estreitamente vinculada à QVT. Nesta pesquisa percebeu-se a necessidade de conhecer os conteúdos internos que integram a vivência das pessoas em seu trabalho nas organizações, pois permitem elucidar as diversas questões que envolvem a QVT. A partir de alguns aspectos que compõem a relação pessoa-trabalho-organização, como a organização do trabalho e as relações de trabalho, a presente pesquisa desenvolveu-se com base teórica na psicodinâmica do trabalho de Dejours e nas categorias para QVT criadas por Walton.
Palavras-chave - qualidade de vida no trabalho, psicodinâmica , organizações.



Título do Trabalho – A Construção da Relação de Gênero no Discurso de Homens e Mulheres, Dentro do Contexto Organizacional

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Autora - Goiacira Nascimento Segurado Macedo
email - ciramacedo@ig.com.br
Defesa em 2003
Resumo

Considerando o crescente aumento da inserção da mulher no mundo do trabalho, realizouse esta pesquisa com o objetivo de buscar apreender como a relação de gênero é construída no discurso de homens e mulheres dentro do contexto organizacional, bem como analisar as construções ideológicas baseando-se na constituição desses discursos, o papel da cultura organizacional dessas constituições e como as relações de poder se manifestam dentro do contexto organizacional. Tratou-se de um estudo de caso realizado com trabalhadores/as de uma indústria farmacêutica, em decorrência de a mesma absorver um grande número de mulheres em seu quadro operacional. Participaram da pesquisa dezesseis empregados, sendo oito (8) do sexo masculino e oito (8) do sexo feminino, distribuídos nos cinco níveis hierárquicos da organização. Quanto aos aspectos metodológicos da pesquisa, os instrumentos utilizados foram documentos institucionais e entrevista semi-estruturada. Para análise dos dados qualitativos, foi utilizada a técnica de análise gráfica do discurso de Lane (1985). As análises dos dados apontaram para o fato de que, apesar da existência da legislação garantindo igualdade no tratamento para ambos os sexos no mundo do trabalho, a segmentação dos postos de trabalho na organização exprime desigualdades nas relações de gênero e constrói guetos femininos de ocupações, sem nenhuma visibilidade no que diz respeito ao se pensar estrategicamente a organização ou à participação no processo decisório. Assim, as relações de poder são caracterizadas por relações assimétricas. O que se percebe é uma cultura baseada em princípios machistas, em que o discurso é construído em cima da naturalização das diferenças biológicas, o que resulta em discriminação da mulher. Pôde-se perceber que na organização ainda se utilizam formas de constrangimento, tais como o assédio, como um caminho para a ascensão profissional do sexo feminino.
Palavras chave: Relações de gênero e de trabalho.



Título do Trabalho – As vivências de prazer e sofrimento: um estudo exploratório com trabalhadores de um hotel em Goiânia

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Autora - Janete Capel Fernandes
email - janetecapel@ig.com.br
Defesa em Dezembro de 2003
Resumo

A pesquisa foi realizada em uma organização familiar, do segmento hoteleiro. O estudo de caso aqui apresentado é de caráter exploratório. O objetivo geral foi verificar quais as vivências, de prazer ou de sofrimento, eram predominantes nos trabalhadores, tendo por objetivo específico aprofundar a compreensão dessas vivências. Este trabalho fundamentou-se nos princípios e conceitos da abordagem psicodinâmica do trabalho. Primeiramente foi realizado o Estudo 1 que utilizou como instrumento para coleta de dados a Escala de Indicadores de Prazer e Sofrimento no Trabalho – EIPST, de Mendes (1999). A técnica utilizada para a análise dos dados foi o levantamento da média e desvio padrão dos indicadores de prazer e de sofrimento. Em seguida foi aplicado um teste estatístico (teste t) para investigar se as diferenças entre as médias eram significativas. Os resultados do Estudo 1 indicaram a presença das vivências de prazer e de sofrimento no trabalho. As médias dos fatores gratificação e liberdade foram maiores que as médias dos fatores desgaste e insegurança, com diferenças significativas, tendo por base p< 0,01, podendo-se afirmar a predominância das vivências de prazer nesta organização. No Estudo 2, o instrumento de coleta de dados foi uma entrevista semi-estruturada baseada nos conceitos utilizados por Dejours (1992, 1994, 1997 e 1999) e Mendes (1999). As entrevistas foram analisadas por meio da técnica de análise gráfica do discurso de Lane (1985). Os resultados do Estudo 2 demonstraram também a presença das vivências de prazer e de sofrimento e a psicodinâmica dessas vivências nos discursos dos trabalhadores. Os resultados deste estudo apontaram para o fato de que na organização pesquisada, mesmo havendo o predomínio das vivências de prazer no discurso dos trabalhadores, as vivências de sofrimento existem e em algumas situações são vivenciadas de forma enfática. Foi igualmente possível analisar que, no caso específico desta organização, as vivências de prazer podem ser desenvolvidas ainda mais e as de sofrimento podem ser minimizadas, necessitando para isso que haja uma valorização maior dos fatores de gratificação e liberdade e, ao mesmo tempo, uma redução dos fatores de insegurança e desgaste.
Palavras Chaves: Psicodinâmica do trabalho, Prazer e sofrimento no trabalho, Organização familiar.



Título do Trabalho - O discurso dos trabalhadores do departamento de recursos humanos e de outros setores sobre a qualidade de vida no trabalho: um estudo de caso em uma indústria alimentícia


Autora - Márcia Sumire Kurogi
email: kurogi@ibest.com.br kurogi@ig.com.br
Defesa em fevereiro de 2004
Resumo

Trata-se de uma pesquisa realizada em uma organização familiar do segmento de produtos alimentícios. O objetivo geral foi verificar a relação entre o discurso dos trabalhadores que atuam no Departamento de Recursos Humanos a respeito das ações de qualidade de vida no trabalho e o discurso dos demais trabalhadores. O objetivo específico foi analisar tanto o discurso de quem implantou e mantém as ações de qualidade de vida no trabalho, o Departamento de Recursos Humanos,quanto o de quem vivencia estas ações no dia-a-dia, os trabalhadores dos demais setores. Este trabalho utilizou como instrumento de coleta de dados a análise documental e a entrevista semiestruturada baseada nas categorias de Walton (1973) sobre a qualidade de vida no trabalho. As 12 entrevistas foram analisadas por meio da técnica de análise gráfica do discurso de Lane (1985). Os resultados deste trabalho apontaram a existência de semelhanças e diferenças no modo de ver a qualidade de vida no trabalho, na organização pesquisada, segundo o discurso dos trabalhadores que atuam nos dois grupos. O grupo de profissionais da área de recursos humanos fez uma avaliação positiva ao afirmar que as ações de qualidade de vida no trabalho estão em pleno desenvolvimento, mas, na visão dos trabalhadores de outros setores, muitas atividades devem ser melhoradas para que as ações realmente promovam melhorias no trabalho para todos os que atuam na organização.
Palavras-chave- qualidade de vida no trabalho, recursos humanos e relações de trabalho.



Título do Trabalho – A ISO14000 e a percepção dos trabalhadores: um estudo de caso em um hotel em Goiás

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Autora: Evanúzia Luzia de Oliveira
email: evanuzia@brturbo.com
Defesa em Dezembro de 2004
Resumo

Este trabalho apresenta uma pesquisa que foi realizada em uma organização do segmento de hotelaria e turismo de grande porte, localizada no interior do Estado de Goiás. O objetivo geral do estudo foi levantar dados a respeito da percepção dos trabalhadores sobre a gestão ambiental na organização onde trabalham. Teve por objetivo específico, levantar dados sobre motivos, objetivos, funcionamento e gerenciamento de programas de gestão ambiental, enfocando a certificação ISO14000. Trata-se de um estudo de caso de caráter exploratório, cujos instrumentos de pesquisa foram a análise documental e a entrevista semi-estruturada, tendo como técnica a análise do discurso de Silvia Lane. As entrevistas foram realizadas individualmente com 16 trabalhadores, três deles coordenadores do programa de gestão ambiental e treze trabalhadores que atuavam em diversos setores da organização. Entre os autores que embasaram teoricamente este trabalho, estão Maimon e Donaire com foco central nas NR ISO14000. POr meio da análise do discursos dos participantes, percebe-se manipulação do programa de gestão ambiental durante sua implantação, tal atitude decorreu em conseqüencia de interesses comerciais da organização. Os resultados obtidos sugerem que, na percepção dos trabalhadores, o programa de gestão ambiental nesta organização não gerou mudanças no ambiente de trabalho. Relataram que desconhecem seu funcionamento e os principais conceitos. Foi igualmente possível analisar a necessidade de realização de ações para conscientização e sensibilização do público interno em geral, visito que nem mesmo os membros da cúpula demonstraram conhecimento das ações de gestão ambiental desenvolvidas nesta organização. A iniciativa de adotar um programa de gestão ambiental decorre de interesses comerciais.
Palavras-chave – ISO14000, gestão ambiental, organizações.



Título do Trabalho – Relações entre valores individuais, valores organizacionais e programa de qualidade de vida no trabalho

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Autor: José Calixto de Souza Pires
email: j-calixto@uol.com.br
Defesa em Dezembro de 2004
Resumo

Os valores são princípios norteadores das aspirações, ações e avaliações, instituindo normas, sejam individualmente ou socialmente, para obtenção do que se necessita ou se deseja. As organizações também possuem seus valores, direcionando ações para o atingimento de metas. Eles constituem o núcleo da cultura organizacional e definem o sucesso da organização. Esta pesquisa teve como objetivo geral verificar a relação entre Valores Individuais, Valores Organizacionais e Programa de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT). Como objetivos específicos, levantar as prioridades axiológicas dos trabalhadores, os valores organizacionais segundo a sua percepção e a razão da criação do PQVT desenvolvido pela organização pesquisada. A pesquisa teve caráter descritivo e exploratório e foi realizada em uma organização pública no Município de Goiânia que presta serviço nas áreas da saúde e meio ambiente. Trata-se de um estudo de caso, composto por dois estudos empíricos. Primeiramente foi realizado o Estudo 1, fundamentado na Tipologia de Domínios Motivacionais de Valores, desenvolvidas por Schwartz e Bilsky (1987) e Schwartz (1992, 1994), que utilizaram como instrumento para coleta de dados a Escala de Valores Individuais (SCHWARTZ, 1993). Com base no Inventário de Valores Organizacionais de Tamayo e Mendes (1999), os valores organizacionais foram levantados e analisados, de acordo com a percepção dos trabalhadores. A técnica utilizada para análise dos dados foi o cálculo da média e desvio padrão dos valores individuais e organizacionais e o Coeficiente de Correlação (r de Pearson) entre esses mesmos valores. Os resultados do Estudo 1 indicaram Benevolência, Conformidade, Universalismo e Segurança como as prioridades axiológicas dos trabalhadores, e Conservação, Hierarquia e Domínio valores orientadores da organização. A correlação entre os valores individuais e os organizacionais, indicou que os valores organizacionais Conservação, Hierarquia e Domínio apresentaram correlação significativa apenas com o tipo motivacional Conformidade. No Estudo 2, o instrumento de coleta de dados foi uma entrevista semi-estruturada. As entrevistas foram analisadas por meio da técnica gráfica do discurso de Lane (1985). O Estudo 2 foi dividido em dois grupos: o grupo G1, formado pelos trabalhadores, e o grupo G2, pelos gestores do PQVT. Os resultados do Estudo 2 demonstraram a presença do valor individual de Conformidade e dos valores organizacionais de Conservação e Hierarquia. Mostrou ainda uma contradição nos discursos dos gestores e que o PQVT trata-se de um programa criado dentro da informalidade. Quanto aos valores individuais, o PQVT revelou ser positivo. Em contrapartida, com os valores organizacionais, revelou ser negativo em virtude da cultura que rege essa organização pública.
Palavras-Chaves: 1) Valores individuais; 2) Valores organizacionais; 3) Qualidade de vida no trabalho.



Título do Trabalho – Avaliação de Desempenho como instrumento de gestão em uma empresa familiar

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Autora: Patrícia Bento Gonçalves Philadelpho
email: pdelphoss@uol.com.br
Defesa em fevereiro de 2006
Resumo

Avaliação de Desempenho é o tema da presente pesquisa, que objetivou investigar de que forma uma Empresa Familiar utiliza o sistema de avaliação de desempenho na gestão de pessoas. O trabalho foi desenvolvido visando pesquisar o sistema de avaliação de desempenho como instrumento de gestão de pessoas em uma empresa familiar, no intuito de contextualizar sua prática; verificar como a cultura da empresa familiar interfere no sistema de avaliação de desempenho e levantar dados sobre o impacto dos resultados provenientes da avaliação de desempenho nas políticas de RH. Trata-se de um estudo de caso de caráter descritivo e exploratório, que utilizou como instrumentos para coleta de dados, a análise documental e entrevistas semi-estruturadas. As entrevistas foram realizadas individualmente com quatorze pessoas, sendo quatro do grupo de gerentes e diretores e dez trabalhadores administrativos operacionais, de uma organização privada, de constituição familiar, que atua no ramo de incorporação e construção civil, no município de Goiânia. A técnica para análise dos dados foi a análise gráfica do discurso de Lane (1985).Dos autores que embasaram teoricamente o presente estudo destacam-se Chua, Chrisman e Chang para conceituar empresa familiar e a de Bernhoeft para caracterizar este tipo de empresa, em cultura organizacional, utilizou-se a perspectiva teórica de Schein e na avaliação de desempenho e gestão de pessoas, os estudos de Lucena, Gil e Ribeiro. A análise dos dados levantados indicou que há pontos de convergência e de divergência entre as percepções dos trabalhadores e dirigentes em relação a avaliação de desempenho. Como ponto em comum, sujeitos de ambos os grupos percebem o controle de produção permeado pela ideologia dominante, como forma de garantir a permanência e competitividade da organização no mercado. Como divergências, gerentes e diretores de um lado percebem o instrumento como uma possibilidade de desenvolvimento profissional dos trabalhadores, desde que estes atendam as expectativas da empresa, enquanto os trabalhadores a percebem como uma possibilidade de conhecer que pontos precisa melhorar para garantir uma promoção ou aumento salarial. Os resultados obtidos sugerem que os modelos de avaliação de desempenho utilizados pela organização estudada sofreram alterações em virtude da dificuldade dos dirigentes em relacionar os valores da cultura organizacional aos indicadores de desempenho. Assim, a avaliação de desempenho só era utilizada como um instrumento de gestão de pessoas enquanto seus resultados legitimaram as práticas e decisões relativas às políticas de RH. Quando ameaçava limitar as práticas protecionistas, os dados e a própria avaliação eram descartados e solicitado um modelo novo. Desse modo, evidencia-se que a avaliação de desempenho pode ser um instrumento de gestão, mas sujeita ao apoio da diretoria e a um uso limitado por políticas e interesses exteriores à técnica. A pesquisa realizada pôde observar que existe um programa de avaliação de desempenho na empresa, o qual é reformulado como forma de manter sua existência, como um documento norteador para definição e implantação de políticas de gestão de pessoas. No entanto, entendeu-se que as informações obtidas na avaliação de desempenho não são utilizadas pela empresa para nortearem suas práticas de gestão.
Palavras-chave: empresa familiar, avaliação de desempenho, gestão de pessoas



Título do Trabalho – Uma análise psicossocial das relações de trabalho dos catadores de material reciclável organizados em cooperativas de reciclagem

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Autora: Luiza Ferreira Rezende de Medeiros
email: luiza502@bol.com.br
Defesa em fevereiro de 2006.
Resumo

As relações de trabalho dos catadores de material reciclável e organizações de reciclagem foi o tema da presente pesquisa, a qual objetivou investigar a percepção dos catadores quanto a suas relações de trabalho, as condições em que desempenham suas funções e as práticas de trabalho em cooperativas de reciclagem, buscando refletir sobre os processos de exclusão/inclusão social desses trabalhadores. Este é um estudo de caso de caráter descritivo e exploratório, cujos instrumentos de pesquisa foram a entrevista semiestruturada e a análise documental. A técnica para investigar os resultados foi a análise gráfica do discurso desenvolvida por Lane. As entrevistas foram realizadas individualmente com dez participantes de duas cooperativas de reciclagem de lixo que atuavam no município de Goiânia. A reciclagem de lixo urbano figura como atividade emergente e integra o mercado verde, isto é, insere-se naquelas atividades de cunho ambiental, que ganharam evidência com os movimentos de preservação ambiental. A reciclagem de material reciclável é uma cadeia produtiva complexa e que envolve diversos participantes e embora gere vantagens ambientais indiscutíveis para a sociedade em geral, sobressaem os aspectos econômicos. A catação de material reciclável, atividade inicial do processo de reciclagem, constitui para muitos trabalhadores a única forma de garantir sua sobrevivência e a possibilidade de inclusão social em um mercado de trabalho cada dia mais excludente. Por meio das análises gráficas do discurso dos participantes deste estudo, percebe-se a intensa exploração a que está submetido o catador de material reciclável, que realiza um trabalho de inegável importância, sem que obtenha reconhecimento da sociedade e melhorias em suas condições de trabalho, embora faça parte de uma cadeia produtiva altamente lucrativa. Dessa forma, os resultados obtidos nesta investigação sugerem que as relações de trabalho são precárias e informais entre catadores e organizações de reciclagem. O trabalho com a catação ocorre por necessidade e não por escolha, e os catadores estão informalmente inseridos no circuito oficial da reciclagem. É um trabalho que expõe o trabalhador a vários tipos de risco à saúde, são vítimas de preconceitos, humilhação, estigmas negativos e excluídos de alguns ambientes sociais. Os dados também revelaram que algumas organizações, sob a alegação de utilizar princípios cooperativistas, escamoteiam uma subcontratação de mão-de-obra barata para que desenvolvam suas atividades em condições precárias e alienantes. Contrapondo-se a esse caráter exploratório e alienante a organização dos catadores em cooperativas que adotam genuínos princípios cooperativistas pode se configurar em uma possibilidade para a busca de melhores condições de trabalho e de vida, para além da sobrevivência.
Palavras-chave: catadores de material reciclável; precarização das relações de trabalho; dialética exclusão/inclusão social; cooperativas.



Título do Trabalho – Avaliação dos Programas de gestão ambiental à luz da percepção dos trabalhadores

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Autora: Keila Mara de Oliveira Farias
email: keila_mara@uol.com.br
Defesa em fevereiro de 2006
Resumo

O trabalho aborda a relação entre projetos de gestão ambiental em organizações e seu impacto nos trabalhadores. Trata-se de uma pesquisa de caráter descritivo e exploratório, realizada em duas indústrias goianas com Programas de Gestão Ambiental implantados. A pesquisa teve por objetivo levantar dados sobre motivos, funcionamento e gestão de Programas de Gestão Ambiental e verificar a percepção dos trabalhadores sobre eles. Utilizou-se a análise documental e entrevistas semi-estruturadas em amostra intencional de 12 trabalhadores. Os dados foram analisados utilizando-se a técnica de Análise Gráfica do Discurso, de Lane (1985). Os resultados indicam motivos distintos e formas diferenciadas de lidar com a questão ambiental nas organizações estudadas. Para a Organização A, o envolvimento com a questão ambiental, os investimentos em sensibilização/ implantação do Programa, evidenciaram comprometimento da cúpula, enquanto que para a Organização B os motivos visaram mais o cumprimento da legislação, além de haver pouco investimento para sua sensibilização/implantação. Na Organização A, os trabalhadores declararam conhecer o Programa, além de terem recebido treinamentos para adequação das atividades que passaram por mudanças. Em sua percepção, o Programa de Gestão Ambiental funciona bem. Já na Organização B, os dados indicaram que o Programa de Gestão Ambiental não gerou mudanças no ambiente de trabalho; há desconhecimento sobre seu funcionamento; e, ainda, na percepção de alguns deles, a Organização desenvolveu o Programa para atender à legislação ambiental. Na percepção dos trabalhadores, a Organização A desenvolveu mudanças em todos os processos, estes passaram a ser controlados. Já na organização B, os processos geradores de efluentes da indústria foram controlados e foi criada a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE). A discussão enfoca as possibilidades de sensibilização e implantação para obter maior adesão.
Palavras-chave: gestão ambiental; ISO 14000; processos organizacionais; percepção; trabalho.



Título do Trabalho – Responsabilidade Social e a qualidade de vida no trabalho: a vivência subjetiva dos trabalhadores

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Autora - Daniela Cristina Guimarães
email - dcguimaraes@hotmail.com
Defesa em 2003
Resumo

Trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório e que teve como objetivo levantar qual a relação entre Responsabilidade Social Empresarial e as subjetividades dos trabalhadores num contexto de Qualidade de vida no trabalho de três empresas, sendo uma na área da indústria, do comércio e de serviços. Foram realizados dois estudos: O Estudo 1 utilizou como instrumento para coleta de dados a Escala de Indicadores de prazer e sofrimento no trabalho-EIPST de Mendes(1999), que foram submetidos à análise fatorial, método PAF pelo spss. O Estudo 2 empregou como instrumento para coleta de dados uma entrevista semi-estruturada, os dados da escala foram analisados através da análise gráfica de discurso de Lane(1985). Este estudo 2 foi dividido , ainda, emdois grupos: o grupo G!, formado pelos gerentes e empresários e o grupo G2, formado pelos trabalhadores. Os resultados da escala indicaram uma vivência predominante de sofrimento no trabalho. Os resultados da análise expressaram que os trabalhadores estavam sujeitos a atividades repetitivas, cansativas e desagradáveis o que gerou frustrações, desânimo e insatisfação. Teve-se que a empresa do setor da indústria, apesar de pequena é a mais antiga e preocupada com a qualidade de vida de seus trabalhadores. Uma menos preocupação da empresa do setor de comércio com este aspecto foi detectada. E a empresa do setor de serviços, apesar de ser jovem é grande, o que faz dela mais atuante por estar mais envolvida com o discurso global. O que ainda não foi o suficiente para que promovesse mais qualidade de vida no trabalho do que a indústria estudada. Isso porque estava mais preocupada com a produtividade do que com a qualidade de vida de seus trabalhadores. Este estudo mostrou que o programa de qualidade de vida no trabalho faz parte de um projeto maior denominado Responsabilidade Social Empresarial por buscar melhores condições físicas e psicossociais de trabalho para seus trabalhadores. Sendo estes programas implantados com objetivos diferentes de acordo com as necessidades de cada organização estudada, não se limitando a uma padronização de procedimentos.
Palavras-chave– Responsabilidade social, qualidade de vida, organizações, prazersofrimento no trabalho.

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